u598399597_DB Estamos aguardando as mudanças – O Bocudo
"A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância." (Gandhi)

Opinião

Estamos aguardando as mudanças

Pelo menos 215 mil pessoas viviam sem teto em 2023

Um dos países mais desiguais, um lugar especialmente difícil para mulheres, negros e LGBTQ+, que pelo 14° ano seguido é o que mais mata pessoas trans no mundo. É assim que o recente maior relatório da Anistia Internacional, divulgado neste 24/05, retrata o nosso país. O Brasil é a nação que mais mata pessoas trans no mundo. 3,4 milhões de denúncias de violações de direitos humanos, como racismo, violência física e psicológica e assédio sexual, um aumento de 41% em comparação com 2022. O 1% mais rico da população brasileira tem quase metade da riqueza do país; 21,1 milhões de pessoas passaram fome no Brasil em 2023, o equivalente a 10% da população; 22% dos domicílios chefiados por mulheres negras encontravam-se em estado de fome em 2023. Pelo menos 215 mil pessoas sem teto; 12% da população brasileira vivendo em favelas e a maioria absoluta composta de negros. Logo fica evidente que ainda os longos 388 anos de escravidão contínua sendo uma ferida aberta. O documento, chamado “O estado dos direitos humanos no mundo”, é divulgado anualmente e mostra um panorama sobre a garantia de direitos humanos em 155 países, passando por questões sociais, econômicas, culturais e políticas. De acordo com a análise da organização, a situação no Brasil é preocupante. Desigualdade e fome. Apesar de um aumento do salário mínimo pouco acima da inflação e da expansão do programa Bolsa Família no ano passado, o 1% mais rico da população brasileira ainda detém quase metade da riqueza do país, além de terem a maioria de representantes no Congresso Nacional, de acordo com dados de 2023 do Banco Mundial destacados pelo relatório.

Opinião

Estamos aguardando as mudanças

Pelo menos 215 mil pessoas viviam sem teto em 2023

Um dos países mais desiguais, um lugar especialmente difícil para mulheres, negros e LGBTQ+, que pelo 14° ano seguido é o que mais mata pessoas trans no mundo. É assim que o recente maior relatório da Anistia Internacional, divulgado neste 24/05, retrata o nosso país. O Brasil é a nação que mais mata pessoas trans no mundo. 3,4 milhões de denúncias de violações de direitos humanos, como racismo, violência física e psicológica e assédio sexual, um aumento de 41% em comparação com 2022. O 1% mais rico da população brasileira tem quase metade da riqueza do país; 21,1 milhões de pessoas passaram fome no Brasil em 2023, o equivalente a 10% da população; 22% dos domicílios chefiados por mulheres negras encontravam-se em estado de fome em 2023. Pelo menos 215 mil pessoas sem teto; 12% da população brasileira vivendo em favelas e a maioria absoluta composta de negros. Logo fica evidente que ainda os longos 388 anos de escravidão contínua sendo uma ferida aberta. O documento, chamado “O estado dos direitos humanos no mundo”, é divulgado anualmente e mostra um panorama sobre a garantia de direitos humanos em 155 países, passando por questões sociais, econômicas, culturais e políticas. De acordo com a análise da organização, a situação no Brasil é preocupante. Desigualdade e fome. Apesar de um aumento do salário mínimo pouco acima da inflação e da expansão do programa Bolsa Família no ano passado, o 1% mais rico da população brasileira ainda detém quase metade da riqueza do país, além de terem a maioria de representantes no Congresso Nacional, de acordo com dados de 2023 do Banco Mundial destacados pelo relatório.